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Como Fazer a Transição de Loja Física Para E-commerce Com Sucesso

Introdução:

A transição de loja física para e-commerce exige coragem, planejamento e mudança cultural profunda na empresa. A Principessa levou dois anos para completar essa transformação, saindo de um modelo de atacado que faturava milhões para recomeçar do zero no digital. Este guia apresenta os passos essenciais para fazer essa migração sem quebrar o negócio.​

O Preço da Transição: O Downgrade Necessário

Mudar de canal de vendas não é simples ampliação, é recomeço. A Principessa reduziu o faturamento em até três vezes durante a transição, enxugando de 50 funcionários para apenas 15. Esse “downgrade” é assustador, mas frequentemente necessário para realocar recursos e aprender o novo canal.​

Por Que Empresas Tradicionais Têm Medo

O canal de atacado e multimarcas costuma ser o principal das empresas tradicionais. Empresários têm medo de fazer o downgrade ou simplesmente não têm conhecimento suficiente para executar a transição. O receio de perder o que já está funcionando paralisa decisões estratégicas.​

As Três Fases da Transição

Fase 1: Decisão e Planejamento (Meses 1-3)

Definir se vale a pena migrar exige análise brutal do cenário. A Principessa visitou concorrentes, conversou com outros empresários e concluiu: “Estamos na vala comum. Se continuarmos igual a todo mundo, vamos afundar igual”. Essa constatação levou à decisão de arriscar.​

Fase 2: Reestruturação Operacional (Meses 4-12)

Escolher plataforma adequada, contratar equipe com perfil digital e reestruturar processos consome o primeiro ano. A Principessa testou Magento, desenvolveu internamente e só encontrou sucesso com a Magazord, que oferecia ecossistema completo.​

Fase 3: Mudança Cultural (Anos 1-2)

Fazer com que funcionários e processos internos funcionem para o e-commerce, não para o atacado, demora dois anos. Nesse período, pessoas muito boas no modelo antigo precisam ser substituídas por talentos com perfil digital. Essa parte é dolorosa, mas inevitável.​

Erros Fatais na Transição

Manter os Dois Canais Com Igual Atenção

Tentar manter atacado funcionando enquanto constrói e-commerce dilui foco e recursos. A Principessa tomou decisões duras: representantes que não aceitavam o novo modelo foram dispensados. “Nosso negócio é assim, eu que mando. Se não quer, tchau”.​

Não Investir em Tecnologia Adequada

Contratar programador interno para desenvolver plataforma do zero trava o crescimento. Focar em produto e fazer parceria com quem já domina tecnologia acelera resultados.​

Subestimar o Investimento em Tráfego

No início, a Principessa destinou 10% do faturamento bruto para tráfego pago. Esse percentual, considerado alto na época, foi fundamental para ganhar escala rapidamente.​

Sinais de Que a Transição Está Funcionando

Quando a empresa roda para o e-commerce, não mais para outros canais, a transição está completa. Os funcionários pensam no cliente final, usam dados para decidir, entendem a jornada digital e priorizam velocidade logística.​

O Papel da Pandemia

Empresas que fizeram a transição antes de 2020 estavam prontas quando a pandemia chegou. A Principessa, que pagou preço caríssimo em 2015 para entrar no digital, cresceu significativamente quando o físico parou.​

Conclusão:

A transição de loja física para e-commerce não é extensão do negócio, é reconstrução. Exige coragem para fazer downgrade, resiliência para aguentar dois anos de mudança cultural e disciplina para não voltar atrás. Quem paga esse preço colhe resultados exponenciais quando o mercado digital amadurece.​

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